sábado, 24 de maio de 2008

No Bar




Na calçada do bar, despontava uma briga. Fulano não se meteu.Aquela briga não era sua.Não era de ninguém.

Aposentados e desempregados de um lado, empregados do comércio e funcionários públicos em outro.Uma arruaça tamanha. Era todos os dias a mesma coisa.O despossuídos de hoje zombando dos despossuídos de amanhã.Os maltrapilhos xingando os mal ajambrados.

O Brasil é uma merda – pensou o Fulano – O povo não é solução para nada. Precisamos de uma elite séria, nos padrões morais do início do século 19 para restabelecer a ordem e os bons costumes, seria a única solução para o País. Neste momento Fulano sonhava com a Monarquia.Achou interessante a possibilidade de se ter um Rei com valores morais para onde o povo pudesse se espelhar.Ter um rei assim cpomo o Rei Juan Carlos da Espanha ou a Rainha Elizabeth da Inglaterra.O nosso povo, sem espelho, mergulha na mais profunda ignorância sem ter em quem se apegar.

O disparate brasileiro deixava Fulano irritado. Neste Brasil de 8 ou 80, vivia dizendo quando se tem se tem, tem tudo e não se observa um limite.E quando falta, a pobreza também não tem limite.

Fulano vivia brincando com os amigos dizendo: - precisamos aprovar uma lei onde até a pobreza teria limite. Morria de rir com a idéia de se poder acabar com a pobreza por decreto.

A briga havia terminado e outra estava prestes a iniciar. Quem começou a primeira e quem apenas se defendeu era o motivo para outra briga. É sempre assim quando o álcool é o único refugio das neuroses do cidadão.

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