Estranhei...
Pensei que essa profissão fosse extinta.
Me recordo quando criança
Que só conseguia dormir
Depois que lá fora no meio da noite
Ouvia o apito do guarda-noturno.
Na minha inocência de criança
Era agradável saber
Que havia um homem que zelava pelo nosso sono.
Um homem de bicicleta e armado com um apito.
Que enfrentava o frio e a noite escura.
Que enfrentava o medo das sombras.
Que enfrentava ruídos estranhos.
Um guarda-noturno colocava ordem em um quarteirão.
Mas hoje tudo mudou.
Hoje é tempo de condomínio.
de empresas de segurança
das câmeras de vídeos sofisticadas.
Com toda essa tecnologia o guarda-noturno não existe mais.
Mal resolvida ficou a Paz.

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